A Amazon anunciou nesta segunda-feira (14) a compra da operadora de satélites Globalstar por US$ 11,6 bilhões. O movimento estratégico visa expandir os serviços de sua rede de satélites, Amazon Leo, e intensificar a concorrência com a Starlink, de Elon Musk.
O acordo, com conclusão prevista para 2027, inclui pagamento em dinheiro e ações da própria Amazon. A gigante do e-commerce também planeja lançar em 2028 o serviço de conexão direta ao dispositivo (D2D), utilizando satélites para conectar smartphones em áreas sem cobertura de torres de celular.
O serviço de mensagens de emergência da Apple, atualmente via satélite, será transferido para a rede da Amazon Leo. A parceria com a Apple é vista como um avanço significativo para a Leo, que busca acelerar a implantação de sua constelação de satélites e fechar grandes contratos, diferentemente da Starlink, que já conta com companhias aéreas como parceiras.
A aquisição sinaliza a expansão do mercado de banda larga via satélite, especialmente para locais remotos. A Amazon enfrenta desafios com atrasos no lançamento de foguetes, mas pretende operar mais de 7.700 satélites no futuro.
"Os clientes podem esperar um serviço mais rápido e confiável em mais lugares — mantendo-os conectados às pessoas e coisas que mais importam", afirmou Panos Panay, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da Amazon.
A SpaceX, com sua Starlink, já domina o mercado D2D em parceria com a T-Mobile US, oferecendo conectividade em áreas remotas. A Amazon Leo busca alcançar um patamar similar, com a meta de superar a Starlink em número de clientes e receita.
A Globalstar já fornece o serviço de emergência via satélite para iPhones e Apple Watches. No mês passado, a Amazon Leo firmou acordo com a Delta Air Lines para fornecer Wi-Fi a bordo, mas ainda busca mais parceiros que os já existentes na Starlink.
Fonte: O Globo