O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), declarou nesta segunda-feira (13) que deixará a federação recém-formada entre União Brasil e Progressistas (PP) caso não assuma o comando da aliança no estado de São Paulo. A federação, aprovada pelo TSE no fim de março, enfrenta impasses na definição da liderança regional, com Leite resistindo à possibilidade de o deputado Maurício Neves (PP-SP) ser o escolhido.
Leite comparou a situação à de uma empresa, onde o acionista majoritário não aceitaria ser comandado pelo minoritário. "Se eu não estiver no comando, vou embora no outro dia", afirmou, alertando para a perda de credibilidade caso sua exigência não seja atendida. Ele chegou a dizer à Folha de S.Paulo que "implodiria" a federação se não fosse nomeado líder em São Paulo.
O acordo da federação previa, segundo Leite, que os estados ficassem sob o comando do União Brasil. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, cogitou intervir para mediar a disputa, mas Leite também rejeita a possibilidade de Nogueira assumir a direção em São Paulo, argumentando que o senador deveria focar em seu estado, o Piauí.
Ciro Nogueira, por sua vez, declarou que a decisão sobre o comando da federação em São Paulo será tomada pela executiva nacional, visando o melhor para a aliança. Ele mencionou que estados importantes como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro teriam um critério específico definido pela cúpula nacional.
O deputado Maurício Neves, por outro lado, expressou estranheza com as declarações de Milton Leite e defendeu a atuação de Ciro Nogueira como mediador e pacificador da disputa. Segundo Neves, Nogueira presidirá a federação em São Paulo com o objetivo de promover discussões conjuntas.
A federação entre União Brasil e PP formaliza uma aliança onde os partidos atuam como uma única sigla por, no mínimo, quatro anos, compartilhando candidaturas, tempo de TV e recursos. Juntas, as legendas formam a maior bancada na Câmara dos Deputados.
Fonte: O Globo