Eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) foram às urnas neste domingo (25), no segundo turno das eleições presidenciais, motivados por prioridades distintas, segundo reportagem de O Globo.
Entre os apoiadores de Lula, aparecem como razões para o voto os programas Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, associados ao período em que o petista esteve na Presidência. Também são citadas a defesa da soberania nacional, a preservação ambiental, a demarcação de territórios para povos e comunidades tradicionais e a manutenção de direitos de minorias.
Parte desses eleitores afirma não apoiar integralmente a trajetória ou as propostas de Lula e diz já ter votado contra o presidente em eleições anteriores. Para esse grupo, o voto representa principalmente uma rejeição à família Bolsonaro.
Após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, apoiadores do petista passaram a defender a possibilidade de uma virada. Embora muitos tenham substituído o vermelho do PT pelas cores da bandeira nacional, mantiveram a expectativa de reverter a vantagem do adversário.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, segurança e economia estão entre os principais argumentos. O sobrenome do candidato também é apontado como fator de identificação, e apoiadores tratam sua eventual eleição como uma forma de contestar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e as punições aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de casos relacionados ao tema, é apresentado por esse grupo como adversário. A rejeição a Lula e ao PT também mobiliza eleitores que não se definem necessariamente como bolsonaristas.
Redução de impostos, enxugamento da máquina pública, defesa da família e religião aparecem entre as demais justificativas citadas por apoiadores de Flávio. As cores da bandeira nacional também são usadas como símbolo durante a votação.
Fonte: O Globo