Ações coordenadas entre o Governo Federal e a Petrobras estão conseguindo conter o avanço da alta nas passagens aéreas, conforme anunciado por Tiago Chagas, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em entrevista à Rádio Nacional.
Chagas explicou que o recente aumento de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível que representa 40% do custo da passagem, foi amenizado por medidas governamentais. Sem a intervenção, o reajuste nas passagens poderia ter chegado a 30%, mas agora a expectativa é de um aumento entre 10% e 12%.
A Petrobras decidiu parcelar o aumento do QAV, aplicando inicialmente 18% e planejando repassar o restante nos próximos seis meses. Adicionalmente, o governo zerou os impostos PIS e Cofins e abriu linha de crédito para as companhias aéreas.
“São medidas para aliviar o caixa das empresas para que elas não repassem tanto o aumento do combustível no valor das passagens agora”, detalhou Chagas. Ele ressaltou que a adesão das companhias aéreas é crucial para evitar a perda de passageiros e a consequente descontinuidade de rotas menos rentáveis.