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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

CEO da Oncoclínicas afirma prioridade no atendimento a pacientes em meio a adiamentos de tratamentos

CEO da Oncoclínicas garante prioridade no atendimento a pacientes em meio a crise financeira que leva a adiamentos de tratamentos oncológicos. Pacientes relatam angústia com a situação.

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CEO da Oncoclínicas afirma prioridade no atendimento a pacientes em meio a adiamentos de tratamentos

O CEO da Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira, declarou nesta sexta-feira (10) que a prioridade absoluta da companhia é manter o atendimento aos pacientes. A afirmação surge em meio a relatos de pacientes com tratamentos oncológicos adiados devido à crise financeira da empresa, que registrou prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025. Ferreira justificou a situação como um "cenário de pressão de liquidez", mas assegurou que a administração está focada em captar recursos e reorganizar as finanças para priorizar a operação ambulatorial.

A rede de clínicas oncológicas tem enfrentado dificuldades após perdas financeiras significativas, incluindo R$ 430,8 milhões em investimentos no Banco Master e R$ 861 milhões em inadimplência da Unimed Ferj. Medidas como a venda do Uberlândia Medical Center e negociações para vender o Hospital Vila da Serra, além do cancelamento de projetos de cancer centers, estão em andamento.

Enquanto a empresa lida com a crise, pacientes relatam o adiamento de sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Justificativas como "indisponibilidade temporária de estoque de alguns medicamentos" têm sido dadas, gerando angústia e revolta entre os pacientes e seus familiares. Sueli de Lima Gazoni, 57 anos, e Mônica Ferreira, em tratamento há seis anos, são exemplos de pacientes cujos rotinas de tratamento foram impactadas, levantando preocupações sobre a logística e a segurança do processo em meio a adiamentos frequentes.

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