O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como "Beto Louco", um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, entregou proposta de delação premiada ao Ministério Público de São Paulo. Ele é suspeito de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração de combustível.
Documentos preliminares já foram apresentados ao procurador-geral de justiça de São Paulo, Paulo Sergio de Oliveira e Costa. Beto Louco teria fornecido nomes de magistrados e servidores públicos envolvidos no esquema, além de celulares com informações cruciais sobre as fraudes.
O empresário também se comprometeu a ressarcir os cofres públicos. As investigações apontam que as empresas Copape e Aster Petróleo, geridas por Beto Louco, sonegaram mais de R$ 1,3 bilhão em ICMS entre janeiro de 2020 e abril de 2021.
A Polícia Federal apura a ligação do esquema com postos ligados ao PCC, que movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Beto Louco e Mohamad Hussein Mourad, o "primo", apontado como líder da organização, expandiram os negócios para a compra de usinas de etanol, com intimidação de fazendeiros.
Foragidos da Interpol, Beto Louco e Mohamad Mourad foram localizados na Líbia, onde negociam a delação premiada com o MP de SP por meio de seus advogados. Uma tentativa anterior de acordo que envolvia políticos foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República em 2025.