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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Guerra no Irã impulsiona alta de 31% nas passagens aéreas no Brasil

Alta de 31% nas passagens aéreas no Brasil é impulsionada pela guerra no Irã e aumento do petróleo. Companhias aéreas ajustam preços antecipadamente, enquanto governo anuncia medidas.

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Guerra no Irã impulsiona alta de 31% nas passagens aéreas no Brasil

Os preços das passagens aéreas no Brasil registraram um aumento de 31% desde o início de março, segundo levantamento do banco J. P. Morgan. A alta coincide com o início da guerra no Irã, que provocou uma disparada no preço do petróleo internacional. Comparado ao ano anterior, o aumento foi de 22%.

A pesquisa, baseada em uma ferramenta própria de monitoramento de tarifas, sugere que as companhias aéreas — Latam, Gol e Azul — elevaram os preços em antecipação ao aumento do combustível de aviação. Especialistas alertam que o reajuste é inevitável devido à incerteza sobre o preço do querosene e a duração da crise no Irã.

No mercado brasileiro, observa-se uma defasagem de 45 dias entre a variação do preço do petróleo e o ajuste nas tarifas aéreas. As companhias aéreas utilizam essa janela para ajustar proativamente preços e estratégias de gestão de receita. As distribuidoras de querosene de aviação (QAV) adicionam, em média, mais 25 dias para o efetivo pagamento do combustível, oferecendo uma camada adicional de proteção ao caixa das empresas.

O combustível representa cerca de 30% das despesas das companhias aéreas. Um aumento de 10% no preço do QAV exigiria uma elevação de 2,5% na receita total para compensação.

A Petrobras reajustou em 55% o preço do QAV a partir de abril, após a disparada do petróleo. O pagamento desse aumento será escalonado. O governo também anunciou medidas para conter a alta dos combustíveis, incluindo a suspensão de PIS/Cofins sobre o QAV e a oferta de linhas de crédito.

No primeiro trimestre de 2026, as tarifas aéreas já haviam subido 16% em relação ao ano anterior e 12% na comparação com o trimestre anterior. Houve recuo nos preços para passageiros de lazer, mas alta expressiva para o segmento de negócios.

Apenas a Latam possui uma estratégia significativa de proteção contra a variação dos preços dos combustíveis, com 36% do consumo de 2026 já protegido por contratos de hedge.

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