Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

STF decide: eleição para governador do Rio será direta ou indireta?

Supremo Tribunal Federal (STF) debate se eleição para governador do Rio será definida pelo voto popular ou por escolha dos deputados. Decisão afeta sucessão após renúncia de Cláudio Castro.

Compartilhe
WhatsApp
STF decide: eleição para governador do Rio será direta ou indireta?

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (8) o julgamento que definirá o futuro político do Rio de Janeiro. Em foco está a modalidade da eleição para um mandato-tampão no governo estadual: voto popular direto ou escolha indireta pelos deputados estaduais. A decisão impacta diretamente a sucessão após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro.

O cerne da questão reside na análise da renúncia de Castro, questionada por suposto desvio de finalidade e como manobra para evitar cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ministros como Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já criticaram o ato, classificando-o como tentativa de burlar a Justiça Eleitoral.

Quatro ministros – Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes – já se manifestaram a favor das eleições diretas. A expectativa se volta agora para os votos de Luiz Fux, relator de uma das ações, Dias Toffoli e Edson Fachin, presidente da Corte.

O STF analisará duas ações do PSD: uma contesta a lei estadual que prevê eleição indireta em caso de dupla vacância por motivos não eleitorais; a outra pede a eleição direta. A decisão abordará não apenas a forma do pleito, mas também seu prazo, com debates sobre a possibilidade de ocorrer ainda antes de julho ou, em conjunto com as eleições gerais, em outubro.

Caso a eleição indireta seja validada, caberá ao presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, que interinamente ocupa o cargo de governador, convocar os 70 deputados da Alerj para a escolha. Regras como voto secreto e prazo de desincompatibilização de 24 horas após a renúncia já haviam sido sinalizadas.

Leia também