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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Preço das passagens aéreas em alta: incertezas no Oriente Médio impactam o Brasil

Instabilidade no Oriente Médio eleva o preço do petróleo e do querosene de aviação, pressionando tarifas aéreas no Brasil. Especialistas alertam para incertezas no setor e possível retração da demanda.

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Preço das passagens aéreas em alta: incertezas no Oriente Médio impactam o Brasil

A instabilidade no Oriente Médio e a consequente volatilidade no preço do petróleo trazem incertezas para o mercado de aviação brasileiro. Especialistas apontam que o aumento no custo do querosene de aviação (QAV) e a imprevisibilidade sobre a oferta futura de petróleo podem levar a um reajuste nas tarifas aéreas no país.

Apesar de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã ter aliviado momentaneamente os preços do petróleo, a situação é considerada frágil. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para um impacto prolongado da crise energética, mesmo com o fim das hostilidades.

O governo federal anunciou medidas para mitigar a alta dos combustíveis, incluindo subsídios ao QAV, diesel e gás de cozinha. No entanto, o reajuste nas passagens aéreas é visto como inevitável diante do cenário global.

Alessandro Oliveira, especialista do ITA, explica que a incerteza afeta diretamente a precificação das companhias aéreas, que precisam definir preços de passagens com antecedência. A racionalidade, segundo ele, é ajustar os preços à realidade atual.

No cenário internacional, a guerra no Oriente Médio também afeta o turismo e a logística aérea, com países como Catar e Emirados Árabes Unidos sendo hubs importantes. Companhias aéreas estrangeiras já anunciaram aumentos em taxas de bagagem e serviços.

No Brasil, a isenção de impostos sobre o QAV foi uma tentativa de frear os reajustes, mas a Petrobras já havia anunciado um aumento expressivo no preço do combustível. A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) estima que o QAV representa 40% dos custos operacionais das companhias no país.

O especialista do ITA prevê uma retração na demanda, possíveis cortes em rotas e redução de voos para algumas cidades. A alta temporada de verão no Hemisfério Norte e as férias de julho no Brasil também contribuem para a tendência de aumento nas passagens.

O governo propôs linhas de crédito de até R$ 9 bilhões para as companhias aéreas, mas a eficácia dessa medida é questionada por especialistas, que a veem como uma solução temporária para um problema estrutural. As empresas aéreas brasileiras já passaram por processos de recuperação judicial e buscam reestruturação.

Fonte: O Globo

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