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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Meta eleva investimento em IA e cria ações sem direito a voto

Meta eleva previsão de investimentos para até US$ 145 bilhões em 2026 e anuncia ações sem direito a voto para financiar sua expansão em IA.

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A Meta Platforms elevou para entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões a previsão de investimentos de capital em 2026 e anunciou, em balanço divulgado na quarta-feira (21), a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto.

A nova classe será distribuída aos atuais acionistas por meio de um dividendo em ações. A operação equivalerá, na prática, a um desdobramento de dois para um, e a Meta espera iniciar a negociação dos novos papéis em janeiro.

Segundo a empresa, as ações poderão ser usadas para captar recursos, remunerar funcionários e viabilizar possíveis aquisições. A companhia também afirmou que a medida ajudará a manter Mark Zuckerberg no comando durante a próxima fase de expansão.

A receita do terceiro trimestre cresceu 26% e chegou a US$ 64,6 bilhões, acima da estimativa de US$ 63,3 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 3,83, enquanto o lucro totalizou US$ 9,86 bilhões, mais de três vezes e meia o resultado registrado entre julho e setembro de 2025.

Zuckerberg afirmou que os investimentos em inteligência artificial estão dando resultado e destacou o agente Muse, usado por mais de 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos e no Canadá nas seis primeiras semanas de funcionamento.

A Meta lançou o Muse em setembro para automatizar tarefas como compras, compra de ingressos e agendamento de compromissos. A empresa informou que o serviço exige grande capacidade computacional e pretende monetizá-lo com taxas sobre transações, assinaturas e ferramentas para empresas.

A companhia prevê receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões no quarto trimestre. As ações da Meta subiram mais de 3% no after-market após a divulgação do balanço e acumulavam alta de cerca de 6% no ano até o fechamento do pregão em Nova York.

Enquanto amplia os gastos com inteligência artificial, a Meta reduziu em 15% o número de funcionários na comparação anual e prevê perdas de até US$ 19 bilhões na divisão Reality Labs em 2026. Para 2027, a estimativa é de prejuízo de cerca de US$ 15 bilhões na unidade.

Fonte: O Globo

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