O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado nesta terça-feira (7). A ausência ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar Rocha a não depor, conforme decisão publicada na última quinta-feira (2).
Rocha era esperado para prestar esclarecimentos sobre as negociações do Banco Regional de Brasília (BRB) para a aquisição do Banco Master. O negócio foi vetado pelo Banco Central, que posteriormente interveio no Master e encaminhou indícios de fraudes à Polícia Federal.
A convocação de Ibaneis foi aprovada pelo colegiado após sua segunda ausência. Inicialmente, ele foi convidado a participar de duas reuniões anteriores, mas não compareceu.
O presidente da CPMI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a postura do STF em relação aos trabalhos da comissão, alegando que decisões judiciais estariam inviabilizando as investigações. "Todos somos iguais perante a lei, independentemente de raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Só que, no Brasil, uns são mais iguais que outros", declarou Contarato.
O senador afirmou que cumprirá as decisões judiciais, mas ressaltou que a Advocacia do Senado recorrerá contra as decisões que, segundo ele, prejudicam o andamento da CPMI. "A população tem que entender que a CPMI está tentando, e tentando com toda a isenção e responsabilidade, tanto da parte do relator quanto da minha parte, enquanto presidente, que a gente apure. Ninguém está acima da lei", concluiu.
Fonte: Agência Brasil