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sábado, 24 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Galípolo mantém cautela na política de juros e alerta para cenário desafiador

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfatiza necessidade de cautela e serenidade na política de juros diante de cenário econômico desafiador com guerra no Oriente Médio e pressões inflacionárias.

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Galípolo mantém cautela na política de juros e alerta para cenário desafiador

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou nesta segunda-feira (data exata do evento, se disponível) o tom de cautela na condução da política de juros. Em evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), Galípolo destacou a importância da serenidade para a tomada de decisões mais seguras em um cenário econômico volátil.

"No BC, usei a palavra ‘cautela’ mais vezes do que usei em toda a minha vida. Cautela acompanhada de serenidade", afirmou Galípolo, que discursou sem roteiro.

Segundo o banqueiro central, a abordagem cautelosa tem permitido ao Brasil enfrentar choques de oferta desde 2020 de forma mais confortável, com crescimento econômico próximo ao potencial e câmbio controlado. No entanto, ele alertou para o aperto no mercado de trabalho e o descolamento das expectativas de inflação.

A guerra entre Irã e EUA, iniciada no fim de fevereiro, adicionou complexidade ao cenário. O aumento dos preços dos combustíveis, decorrente da escalada do petróleo, pressiona a inflação e afeta a rota traçada pelo BC.

Originalmente, o BC sinalizava um corte de 0,5 ponto na Taxa Selic em março. Contudo, com a guerra, a redução foi de apenas 0,25 ponto. As projeções para a Selic ao final de 2024 foram ajustadas de 12% para 12,5% ao ano, segundo o Boletim Focus. As projeções para o IPCA também subiram, aproximando-se do teto da meta.

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