O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou nesta segunda-feira (data exata do evento, se disponível) o tom de cautela na condução da política de juros. Em evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), Galípolo destacou a importância da serenidade para a tomada de decisões mais seguras em um cenário econômico volátil.
"No BC, usei a palavra ‘cautela’ mais vezes do que usei em toda a minha vida. Cautela acompanhada de serenidade", afirmou Galípolo, que discursou sem roteiro.
Segundo o banqueiro central, a abordagem cautelosa tem permitido ao Brasil enfrentar choques de oferta desde 2020 de forma mais confortável, com crescimento econômico próximo ao potencial e câmbio controlado. No entanto, ele alertou para o aperto no mercado de trabalho e o descolamento das expectativas de inflação.
A guerra entre Irã e EUA, iniciada no fim de fevereiro, adicionou complexidade ao cenário. O aumento dos preços dos combustíveis, decorrente da escalada do petróleo, pressiona a inflação e afeta a rota traçada pelo BC.
Originalmente, o BC sinalizava um corte de 0,5 ponto na Taxa Selic em março. Contudo, com a guerra, a redução foi de apenas 0,25 ponto. As projeções para a Selic ao final de 2024 foram ajustadas de 12% para 12,5% ao ano, segundo o Boletim Focus. As projeções para o IPCA também subiram, aproximando-se do teto da meta.