O Brasil assume nesta segunda-feira (8) a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas). A cerimônia ocorre durante a 9ª Reunião Ministerial do bloco, sediada no Rio de Janeiro. O país sucede Cabo Verde no cargo, que é rotativo e dura de dois a três anos.
Criada em 1986 pela ONU, a Zopacas reúne 24 países da costa atlântica do Hemisfério Sul, incluindo Brasil, Argentina e Uruguai, além de nações africanas. O principal objetivo é manter a região livre de armas nucleares e de destruição em massa.
A expectativa brasileira é de aprofundar a cooperação entre os países membros. "Esse aspecto de cooperação não desenvolveu todo o potencial que tinha que desenvolver", afirmou o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Itamaraty.
Durante a reunião, três documentos devem ser assinados: uma convenção sobre o ambiente marinho, uma estratégia de cooperação com 14 áreas temáticas e a Declaração do Rio de Janeiro, de caráter político. O embaixador descartou referências diretas a conflitos atuais, como no Oriente Médio ou Leste Europeu.
A reunião visa reafirmar o Atlântico Sul como uma região de paz e segurança, protegendo-a de conflitos externos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar do encerramento do evento.