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sábado, 24 de outubro de 2026

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PGR contesta STF sobre caso Garotinho

PGR contesta decisão de ministro do STF que suspendeu condenação de ex-governador e liberou sua candidatura. Caso envolve compra de votos em 2016.

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PGR contesta STF sobre caso Garotinho

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu nesta terça-feira (31) de uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Zanin suspendeu os efeitos da condenação do ex-governador Anthony Garotinho na Operação Chequinho, liberando sua candidatura.

A decisão de Zanin afastou a inelegibilidade de Garotinho enquanto o STF analisa um habeas corpus. Garotinho foi acusado de comprar votos de 18 mil eleitores nas eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes, oferecendo vantagens indevidas.

A condenação inicial, de nove anos e 11 meses de prisão, foi aumentada para 13 anos e nove meses pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e confirmada pelo TSE em 2024.

A defesa de Garotinho alega que as provas digitais usadas na condenação foram obtidas irregularmente, sem perícia e com quebra de custódia. Arquivos teriam sido copiados de computadores da prefeitura via pen drive.

Zanin também estendeu os efeitos da liminar a outros investigados no caso.

A PGR argumenta que o STF já negou um pedido similar da defesa e que reavivar a questão viola a coisa julgada e a boa-fé processual.

A Procuradoria defende a validade das provas, sustentando que depoimentos de testemunhas coagidas comprovam a coação. Segundo a PGR, áudios obtidos a mando do réu foram periciados e as testemunhas confirmaram os fatos em juízo.

O mérito da decisão de Zanin ainda será analisado pelo Supremo.

Fonte: O Globo

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