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sábado, 24 de outubro de 2026

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Cortes em ciência nos EUA impulsionam fuga de cérebros para Europa

Redução de verbas para ciência nos EUA leva pesquisadores a buscar oportunidades na Europa, que intensifica esforços para atrair talentos.

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Cortes em ciência nos EUA impulsionam fuga de cérebros para Europa

Decisões do governo Trump de reduzir o financiamento à pesquisa científica nos Estados Unidos estão levando cientistas talentosos a buscar oportunidades no exterior, especialmente na Europa. A tendência, que ameaça a liderança americana em inovação, tem levado países como Canadá, China e nações da União Europeia a intensificar esforços para atrair esses pesquisadores com programas e investimentos.

O engenheiro de robótica Wali Malik exemplifica essa nova realidade. Insatisfeito com os cortes e a instabilidade no financiamento científico nos EUA, Malik aceitou liderar um novo laboratório de inteligência artificial na Áustria. Ele não só se mudou com a família para Viena, mas também recrutou outros quatro cientistas de ponta, todos vindos de prestigiadas instituições americanas.

Estudos alertam que a redução de investimentos em ciência pode custar à economia dos EUA quase US$ 1 trilhão em uma década, além de prejudicar a capacidade do país de competir com a China, que investe massivamente em pesquisa. A proposta orçamentária de Trump para 2027 prevê novos cortes.

Embora os EUA ainda atraiam empreendedores com seu ecossistema de startups e capital de risco, as políticas de imigração e os cortes orçamentários criam um cenário desafiador para a atração e retenção de talentos. Países europeus, como o Canadá com seu programa de US$ 1,2 bilhão, e a União Europeia com a iniciativa 'Escolha a Europa para a Ciência', estão capitalizando essa situação.

Apesar de salários e infraestrutura científica potencialmente menores na Europa, muitos pesquisadores americanos consideram a estabilidade de financiamento, o custo de vida e a qualidade de vida como fatores decisivos. Lauren Altman, física experimental, citou o desejo por um "estilo de vida mais comum" e a facilidade de locomoção como motivadores para considerar uma oferta na França.

A duração e a extensão dessa 'fuga de cérebros' ainda são incertas e podem depender do resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos. No entanto, o movimento já demonstra um potencial impacto de longo prazo na pesquisa e inovação americanas.

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