Luís Eduardo Falcão (Republicanos), prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), renunciou aos cargos nesta quinta-feira (2). A decisão ocorre próximo ao prazo limite de desincompatibilização, que se encerra no sábado (4).
Falcão, que recentemente se filiou ao Republicanos, é cotado para ser vice em uma eventual candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais. O senador elogiou Falcão publicamente, destacando seu conhecimento da realidade dos municípios mineiros através de sua atuação na AMM, que congrega 837 das 853 cidades do estado.
A preferência de Cleitinho por Falcão contrasta com o governador de Minas, Mateus Simões (Novo), que teve um embate público com o prefeito no início do ano. Na ocasião, a esposa de Falcão, a deputada estadual Lud Falcão (Podemos), relatou ter recebido uma ligação de tom ameaçador de Simões, então vice-governador. Simões teria dito que "fecharia as portas do Executivo" para o casal caso não recebesse um pedido de desculpas do prefeito por críticas feitas em vídeo.
Apesar do atrito, Falcão defendeu a unificação da direita em Minas, considerando o nome de Cleitinho como o que lidera as pesquisas e tem maior potencial para unir o campo político. Caso a candidatura de Cleitinho não se concretize, Falcão também se apresenta como alternativa.
Em outra frente, o PL filiou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, também especulado para o governo mineiro. Roscoe anunciou que deixara o comando da Fiemg e o partido discute lançar candidatura própria, apoiar Simões ou aliar-se a Cleitinho. Roscoe é visto como um outsider com potencial para ampliar o eleitorado da direita. Cleitinho se mostrou aberto a ter Roscoe como vice, o que inviabilizaria Falcão.