O governo espanhol manifestou vergonha e repúdio aos cânticos islamofóbicos entoados por parte da torcida durante o amistoso entre Espanha e Egito, realizado em Barcelona. O ministro da Justiça, Félix Bolaños, declarou que os insultos racistas "nos envergonham como sociedade". A partida, que terminou empatada em 0 a 0, foi marcada por vaias ao hino egípcio e pelo canto "Quem não pula é muçulmano", entoado por cerca de 35 mil torcedores no Estádio Cornellà-El Prat.
A polícia catalã, os Mossos d'Esquadra, já iniciou uma investigação sobre os cânticos, classificados como islamofóbicos e xenófobos. O técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, classificou os atos como "intoleráveis" e defendeu o afastamento dos "violentos" da sociedade.
A hostilidade da torcida também se manifestou com vaias durante a execução do hino nacional egípcio. Embora o protocolo antirracista da FIFA preveja a interrupção da partida em casos como esse, o árbitro Georgi Kabakov não tomou tal medida. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) exibiu uma mensagem contra o racismo no telão do estádio e em suas redes sociais, condenando atos de violência.
Os cânticos xenófobos atingiram também o jogador espanhol Lamine Yamal, de origem marroquina e muçulmano, que estava em campo. A RFEF, ao se manifestar, também condenou "qualquer ato de violência nos estádios".