O amistoso entre Espanha e Egito, realizado nesta terça-feira na Catalunha, foi ofuscado por cânticos islamofóbicos vindos das arquibancadas do Estádio Cornellà-El Prat. O placar de 0 a 0 ficou em segundo plano diante das manifestações de ódio.
Aos 8 minutos de jogo, parte da torcida entoou o grito "Quem não pula é muçulmano", que rapidamente se espalhou pelo estádio. As vaias ao hino nacional egípcio, antes da partida, já demonstravam a hostilidade.
Apesar do protocolo antirracista da Fifa prever a interrupção nesses casos, o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não suspendeu o jogo. Uma mensagem de repúdio à prática foi exibida no telão e divulgada pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
"A RFEF se soma à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios", comunicou a entidade.
Os cantos homofóbicos atingiram não só os jogadores egípcios, mas também o espanhol Lamine Yamal, muçulmano e filho de pai marroquino. Yamal, que pratica o Ramadã, o mês sagrado do Islã, foi alvo da intolerância religiosa.