O senador Rodrigo Pacheco (PSD), cotado para ser o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo de Minas Gerais, compartilhou um vídeo em que a pré-candidata ao Senado pela chapa, Marília Campos (PT), pede publicamente sua candidatura no estado. O apelo ocorreu em um ato em Contagem, neste domingo (29/03/2026), onde Marília, ex-prefeita da cidade, pediu que Pacheco entrasse na disputa.
Embora em conversas privadas Pacheco admita ser candidato em Minas com o apoio de Lula e como palanque para a reeleição do presidente, ele ainda demonstra insegurança sobre a formação da chapa. A possível candidatura de Pacheco ao governo mineiro, que o alinhariam ao PT, contrasta com seu histórico de ter derrotado Dilma Rousseff (PT) em 2018 para o Senado, impulsionado pelo antipetismo. Em 2022, tornou-se uma figura indesejada pelo bolsonarismo e, até dezembro passado, era considerado um nome forte para o Supremo Tribunal Federal.
O vídeo gravado por Marília Campos foi divulgado inicialmente em suas redes sociais e, posteriormente, replicado por Pacheco em seu perfil no Instagram. Até o momento, o senador não oficializou sua pré-candidatura nem o partido pelo qual disputaria o governo de Minas. Ele precisaria trocar de legenda, pois o PSD já filiou o governador Matheus Simões com a intenção de lançá-lo como sucessor de Romeu Zema (Novo).
Nas últimas semanas, Pacheco negociou com MDB e União Brasil, sem sucesso. Na semana passada, deu encaminhamento à filiação ao PSB, após discutir os ajustes para a pré-candidatura em um jantar em Brasília com o presidente da sigla, João Campos, Geraldo Alckmin, Tabata Amaral e Carlos Siqueira. O presidente do PT, Edinho Silva, já havia conversado com João Campos sobre a viabilização da candidatura de Pacheco, cenário que já é considerado certo dentro do PT, aguardando o anúncio oficial do PSB.