Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, lança sua campanha nesta segunda-feira (31/03/2026) com foco em segurança pública e combate à violência contra a mulher. Em vídeos de divulgação, Caiado promete rigor contra agressores, utilizando sua gestão em Goiás como base de comparação. A estratégia espelha a de outros pré-candidatos, como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que também têm intensificado o discurso sobre o tema.
O combate ao feminicídio, que atingiu recorde em 2025 com quatro mortes diárias, segundo o Ministério da Justiça, torna-se um ponto central na corrida eleitoral. O eleitorado feminino, que representa 52,5% dos votantes, é alvo das campanhas.
Caiado busca se desvincular do bolsonarismo e ataca a gestão federal em segurança e economia. Em um dos vídeos, ele questiona a visão de que criminosos são vítimas da sociedade e afirma que a "caneta" é a arma para combater o feminicídio, declarando ter "coragem para ousar".
Flávio Bolsonaro também tem direcionado sua comunicação para o público feminino, buscando reverter a rejeição que seu pai, Jair Bolsonaro, enfrentou. Ele tem exaltado figuras femininas, criticado o governo Lula pelo aumento de feminicídios e defendido o aumento do Bolsa Família para mães solo.
Michelle Bolsonaro tem ampliado sua participação em eventos do PL Mulher, buscando engajar o voto feminino, apesar de atritos internos na família e na articulação da chapa presidencial. O PL cogita a senadora Tereza Cristina para vice, visando o eleitorado feminino e do agronegócio.
O governo Lula, por sua vez, tem usado falas machistas de Bolsonaro como contraponto e o combate à violência de gênero como bandeira eleitoral. Lula determinou que o tema seja prioridade de gestão e lançou um pacto nacional contra feminicídios. No entanto, o presidente enfrenta queda na aprovação entre as mulheres, com a desaprovação superando a aprovação pela primeira vez em pesquisa recente.
Em outra frente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também anunciou um pacote de medidas para o combate à violência contra a mulher, incluindo a ampliação de Delegacias de Defesa da Mulher e prioridade no suporte a órfãos de vítimas de feminicídio.