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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Caiado lança pré-candidatura com promessa de anistiar Bolsonaro

Ronaldo Caiado (PSD) lança pré-candidatura à Presidência e propõe anistia ampla, incluindo Jair Bolsonaro, como forma de "desativar" a polarização. Governador de Goiás defende o agronegócio e critica o governo Lula.

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Caiado lança pré-candidatura com promessa de anistiar Bolsonaro

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi apresentado oficialmente como pré-candidato do PSD à Presidência da República neste sábado, 30 de março de 2026. Em seu discurso de lançamento, Caiado prometeu "desativar" a polarização política no Brasil com uma anistia "ampla, geral e irrestrita", que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido constante nos últimos anos", declarou Caiado. "Posso afirmar que a polarização não é um traço da política nacional. Ela é sustentada por um projeto político por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela. É o que pretendo fazer chegando a presidência", completou.

O pré-candidato afirmou que a anistia seria seu primeiro ato no cargo, caso aprovada pelo Congresso. "Meu objetivo é pacificar o Brasil ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, dando mostras que a partir dali vou cuidar das pessoas", disse.

Caiado defendeu a estrutura "sólida" do PSD para a disputa eleitoral em outubro e rejeitou o rótulo de radical, mas aceitou ser identificado como pertencente à classe política. Ele aproveitou para criticar o governo Lula e direcionar sua mensagem a eleitores do agronegócio e aqueles que pedem maior rigor contra o crime organizado.

"O agro era um setor que não era pop, nem era tech, e o Caiado já o defendia desde 1976. Hoje, sem dúvida é o setor mais competitivo do país, que mostra o que existe de mais moderno e com respeito ao meio ambiente", ressaltou. "Ninguém atinge a aprovação que tenho em Goiás sendo radical. Sou uma pessoa que aprendi a cuidar de vidas. Um homem que acredita na ciência, na pesquisa, no avanço tecnológico."

Ao final, Caiado insinuou a necessidade de um bom governo para inviabilizar o PT no futuro. "Difícil é governar para o PT não ser mais opção no país. Ganhar não é a maior dificuldade, e vamos ganhar. Mas (quem ganhar) vai saber governar, ou vai aprender a governar na cadeira?", questionou.

A escolha de Caiado pelo PSD ocorreu após a desistência de Ratinho Júnior, governador do Paraná. Caiado, que também venceu Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, na disputa interna do partido, deve renunciar ao seu segundo mandato como governador de Goiás até 4 de abril para cumprir exigências da Justiça Eleitoral. Ele tem histórico como deputado federal por cinco mandatos, senador e concorreu à presidência em 1989.

Pesquisa Datafolha recente indica que Caiado tem 4% das intenções de voto, posicionando-se atrás de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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