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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Banco Central cobra plano do BRB para cobrir rombo bilionário

Banco Central pressiona BRB a apresentar plano para cobrir rombo bilionário do Banco Master após aquisição de carteiras de crédito. Prazo para entrega de balanço expira nesta terça-feira.

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Banco Central cobra plano do BRB para cobrir rombo bilionário

O Banco Central (BC) deve convocar o BRB nos próximos dias para exigir um plano de ação detalhado. A instituição financeira precisa explicar como pretende cobrir o rombo bilionário gerado pelas operações com o Banco Master. A cobrança ocorre caso o BRB descumpra o prazo de entrega do balanço financeiro, que termina nesta terça-feira.

O descumprimento do prazo sujeita o BRB a multas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já aplica multas diárias de R$ 1 mil por atraso na entrega do balanço do terceiro trimestre de 2023. Se a inadimplência persistir por 12 meses, o BRB pode perder o registro de companhia aberta.

O BC exige que o BRB apresente um plano concreto para solucionar o rombo, estimado em ao menos R$ 5 bilhões no fim do ano passado. O banco herdou ativos do Master após desfazer a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito, em meio a suspeitas de fraude e lastro duvidoso.

O presidente do BRB, Nelson de Souza, informou em fevereiro que o banco previa a necessidade de R$ 8,8 bilhões em reservas para cobrir possíveis perdas. O controlador, governo do Distrito Federal, anunciou um aporte de R$ 6,6 bilhões. A forma como essa capitalização será feita ainda é incerta. Nove imóveis públicos, avaliados em R$ 6,6 bilhões, foram alienados pelo governo do DF para compor a solução.

O BRB planejava inicialmente criar um fundo imobiliário com essas propriedades, cujas cotas seriam adquiridas por investidores privados. No entanto, parte desses imóveis enfrenta problemas jurídicos. Adicionalmente, o governo do DF solicitou um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Fonte: O Globo

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