O Secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, afirmou que o governo federal buscará um acordo com os estados para dividir os custos e conter a alta do diesel. A proposta, que visa um subsídio de R$ 1,20 por litro, com R$ 0,60 para cada ente federativo, ainda enfrenta resistência dos governadores, que alegam falta de espaço fiscal. Caso não haja consenso, Leal sinalizou que a União não arcará sozinha com o impacto financeiro, buscando um "equilíbrio" na sustentabilidade fiscal.
A União propõe repassar diretamente o subsídio aos importadores e compensar os estados posteriormente, possivelmente via Fundo de Participação dos Estados (FPE). A medida, que teria duração até o fim de maio e custo estimado em R$ 3 bilhões, surge em meio à escalada dos preços do diesel, que já subiu mais de 20% desde o início do conflito no Oriente Médio. O aumento pressiona os custos do transporte e preocupa o governo quanto ao impacto na inflação.
Estados devem responder à proposta nesta segunda-feira. A decisão foi adiada após uma reunião tensa na sexta-feira, onde a divisão de responsabilidades foi o principal ponto de discórdia. Mesmo sem adesão unânime, o governo pretende editar uma medida provisória nos próximos dias para viabilizar a subvenção.