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domingo, 25 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Fachin nega pedido de CPI para reverter decisão de Gilmar sobre sigilos de empresa de Toffoli

Ministro Edson Fachin nega pedido da CPI do Crime Organizado para reverter decisão de Gilmar Mendes que anulou quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, ligada a Dias Toffoli. Fachin alega que não cabe ao presidente do STF revisar decisões monocráticas.

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Fachin nega pedido de CPI para reverter decisão de Gilmar sobre sigilos de empresa de Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou nesta sexta-feira (28) um pedido da CPI do Crime Organizado para suspender decisão do ministro Gilmar Mendes. Mendes havia anulado a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, que tem o ministro Dias Toffoli entre seus sócios.

A comissão tentou reverter a decisão, mas Fachin considerou que o pedido de suspensão de liminar não é cabível contra decisões individuais de ministros do STF. Segundo ele, a Corte possui entendimento consolidado de que esse instrumento não pode ser usado para revisar decisões monocráticas.

O caso se originou de um habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, que declarou nulo um requerimento da CPI para quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt. A decisão foi tomada de ofício por Mendes, após identificar irregularidades na atuação da comissão.

Fachin destacou que a suspensão de liminar é uma medida excepcional, usada apenas para evitar riscos graves à ordem pública, e não como substituto de recurso ou revisão de decisões. Ele ressaltou ainda a ausência de hierarquia entre os ministros do STF, impedindo que a Presidência revise decisões individuais.

A CPI argumentou que a decisão de Gilmar Mendes causou grave lesão à ordem pública e interferiu na competência investigativa do Legislativo. A comissão também questionou o uso de habeas corpus, alegando que não haveria ameaça à liberdade de locomoção.

Em fevereiro, Toffoli admitiu ser sócio da Maridt e declarou os valores recebidos na negociação à Receita Federal. Ele negou ter recebido valores de Daniel Vorcaro ou seu cunhado Fabiano Zettel. A empresa de Toffoli integrou a administração de um resort no Paraná até fevereiro de 2025. O ministro foi relator da investigação envolvendo o Banco Master, de Vorcaro, e pediu para se afastar do caso após menções a ele em material apreendido pela Polícia Federal.

Fonte: O Globo

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