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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Alexandre de Moraes decreta prisão de Rodrigo Bacellar após perda de mandato

Alexandre de Moraes determinou a prisão de Rodrigo Bacellar após o deputado ter seu mandato cassado. Ministro alega necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.

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Alexandre de Moraes decreta prisão de Rodrigo Bacellar após perda de mandato

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do deputado cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) nesta sexta-feira (28/03/2026). A decisão baseou-se na perda do mandato parlamentar de Bacellar e na necessidade de garantir a ordem pública.

Bacellar foi detido em sua residência em Teresópolis, no Rio de Janeiro. Ele já havia sido preso preventivamente em novembro de 2025, sob suspeita de integrar uma organização criminosa, mas a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) reverteu a ordem em dezembro.

Na época, Moraes substituiu a prisão por medidas cautelares, incluindo afastamento da presidência da Alerj, recolhimento domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. A revogação da prisão anterior ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato de Bacellar na última terça-feira.

O ministro considerou que a perda do cargo removeu os impeditivos para a prisão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bacellar por obstrução de investigação de crime envolvendo organização criminosa armada e participação de agente público. A denúncia aponta que ele teria atuado para atrapalhar operações policiais e o cumprimento de mandados contra Thiago dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”, suposto aliado do Comando Vermelho.

Moraes justificou a prisão preventiva pela necessidade de "garantia da ordem pública" e para assegurar a aplicação da lei penal, citando "relevantes indícios de ações possivelmente coordenadas e estruturadas cuja finalidade é a obstrução de investigações". A "gravidade concreta dos delitos" e o "risco de continuidade delitiva" também foram mencionados, devido à suposta ligação com o crime organizado e à capacidade de interferência nas apurações.

A ordem de prisão foi cumprida pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Unha e Carne III. Após os procedimentos, Bacellar será levado ao sistema prisional do Rio de Janeiro. Seus advogados, Daniel Bialski e Roberto Podval, afirmaram desconhecer os motivos da nova prisão, mas a classificaram como "indevida e desnecessária", prometendo contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes.

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