Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

TSE cassa Cláudio Castro por abuso de poder e ele renuncia

Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio após condenação do TSE por abuso de poder político e econômico. Decisão aponta desvio de verba pública e escândalo dos cargos secretos.

Compartilhe
WhatsApp
TSE cassa Cláudio Castro por abuso de poder e ele renuncia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico, determinando a cassação de seu mandato. A decisão, que se arrastava desde a campanha de 2022, aponta para o desvio de dinheiro público na compra de apoio eleitoral, evidenciado pelo escândalo dos cargos secretos. Castro renunciou ao governo na véspera da conclusão do julgamento, em uma manobra para evitar a perda do cargo.

A gestão de Castro, que assumiu o governo após a queda de Wilson Witzel, foi marcada por crises administrativas, denúncias de corrupção e proximidade com o crime organizado. Quatro secretários ou ex-secretários foram investigados por ligações com traficantes e bicheiros, incluindo Rodrigo Bacellar, preso sob suspeita de vazar informações da Polícia Federal.

Na área da segurança pública, o governo Castro repetiu a política de confronto, culminando na operação mais letal da história do estado, que deixou 121 mortos na Penha e no Alemão. O ex-governador também deixa como legado a tarifa de metrô mais cara do país e a ausência de novas estações.

A renúncia de Castro gerou uma crise institucional no Rio de Janeiro, com críticas sobre o deboche à Justiça e a privação do direito do eleitor de escolher o sucessor. O caso dos cargos secretos, revelado pelo UOL, expôs o uso ilegal da máquina pública durante a campanha de reeleição do então governador.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico, determinando a cassação de seu mandato. A decisão, que se arrastava desde a campanha de 2022, aponta para o desvio de dinheiro público na compra de apoio eleitoral, evidenciado pelo escândalo dos cargos secretos. Castro renunciou ao governo na véspera da conclusão do julgamento, em uma manobra para evitar a perda do cargo. A gestão de Castro, que assumiu o governo após a queda de Wilson Witzel, foi marcada por crises administrativas, denúncias de corrupção e proximidade com o crime organizado. Quatro secretários ou ex-secretários foram investigados por ligações com traficantes e bicheiros, incluindo Rodrigo Bacellar, preso sob suspeita de vazar informações da Polícia Federal. Na área da segurança pública, o governo Castro repetiu a política de confronto, culminando na operação mais letal da história do estado, que deixou 121 mortos na Penha e no Alemão. O ex-governador também deixa como legado a tarifa de metrô mais cara do país e a ausência de novas estações. A renúncia de Castro gerou uma crise institucional no Rio de Janeiro, com críticas sobre o deboche à Justiça e a privação do direito do eleitor de escolher o sucessor. O caso dos cargos secretos, revelado pelo UOL, expôs o uso ilegal da máquina pública durante a campanha de reeleição do então governador.

Leia também