Chicago enfrenta resistência crescente ao uso de robôs autônomos para entregas nas calçadas. Moradores e autoridades locais se mobilizam contra a expansão do serviço após incidentes e preocupações com segurança e acessibilidade. Um abaixo-assinado online reuniu mais de 3.600 assinaturas, pedindo a suspensão do programa piloto e a definição de regras claras para a operação dos equipamentos.
O vereador Daniel La Spata conduziu uma consulta com quase 500 residentes do 1º Distrito, onde mais de 83% expressaram forte discordância com a presença dos robôs. O parlamentar indicou falta de apoio para expandir o programa no momento.
Relatos de moradores citam colisões, obstrução de calçadas e dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida. Há também preocupações com vigilância e possível interferência em emergências. Casos como o de um homem que precisou de pontos após colidir com um robô foram noticiados pela imprensa local.
Duas empresas, Coco Robotics e Serve Robotics, operam atualmente na cidade sob um programa piloto iniciado em 2022. As empresas defendem os robôs como alternativa sustentável e eficiente para entregas de curta distância, afirmando que são monitorados remotamente e com velocidade limitada.
Diante da repercussão, a prefeitura passou a permitir o registro de ocorrências relacionadas aos equipamentos pelo sistema 311. O programa piloto, que segue em vigor, só poderá ser estendido além de maio de 2027 com nova aprovação do Conselho Municipal, um cenário incerto devido à crescente oposição.