O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu a divergência aberta por Alexandre de Moraes e votou pela realização de eleições diretas para o cargo de governador do Rio de Janeiro. A decisão busca preencher o mandato-tampão após a renúncia de Cláudio Castro. Mendes argumentou que manobras processuais não podem alterar a vontade do eleitor e que a legislação determina eleições diretas quando a escolha eleitoral é frustrada por ilícitos. O caso envolve a sucessão de Castro, que renunciou na última terça-feira, 24 de março de 2026, um dia após sua cassação e inelegibilidade serem confirmadas pelo STF. A divergência de Moraes aponta que a renúncia teve como objetivo influenciar a eleição indireta na Assembleia Legislativa. O placar atual do julgamento no STF aponta seis votos pela eleição indireta contra dois pela eleição direta, com um voto divergente para eleição indireta com outras condições. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, permanecerá no cargo de governador interino até a nova eleição, prevista para ocorrer em menos de um mês.
POLÍTICA
Gilmar Mendes apoia eleição direta para governador do Rio em decisão do STF
Em votação no STF, Gilmar Mendes acompanhou Alexandre de Moraes e defendeu eleições diretas para o governo do Rio. Decisão busca respeitar a vontade do eleitor diante da renúncia de Cláudio Castro.