Senador Efraim Filho (PB) se filia ao PL e deixa liderança do União Brasil no Senado. Em entrevista ao GLOBO, Efraim Filho negou que sua mudança de partido esteja diretamente ligada ao escândalo do Banco Master, que envolve a legenda. Segundo ele, a decisão foi construída ao longo dos últimos meses e sua saída foi feita de "cabeça erguida". O parlamentar defende a criação de uma CPI para investigar o caso, que, segundo ele, "não tem coloração partidária" e "tem tentáculos em diversos partidos e também em diferentes Poderes".
Efraim Filho criticou a judicialização da política e o poder concentrado no Supremo Tribunal Federal (STF). "A judicialização da política contribui para o cenário atual, de um Supremo com poderes ampliados, porque o Parlamento não consegue resolver seus próprios conflitos", afirmou. Ele também apostou no crescimento da direita em 2026 e vê espaço para governo Lula no Nordeste, explorando a "frustração" com o governo Lula.
Sobre sua nova filiação, Efraim Filho disse que sua agenda sempre esteve alinhada à direita, com pautas conservadoras e defesa de um estado menor. "Há convergência com o bolsonarismo", admitiu, mas ressaltou que mantém um perfil "equilibrado, sereno e aberto ao diálogo".
O senador avaliou que o governo Lula tem grande dependência do presidente do Senado para aprovar pautas e que há receio do Planalto em ter dificuldades para aprovar indicações.
Ao abordar a segurança pública, Efraim Filho indicou que o tema será central em 2026, superando a corrupção e a economia. "O brasileiro está amedrontado", disse, projetando que a direita está mais conectada com esse sentimento.