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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Condomínios do Rio lutam contra alta na conta de água

Condomínios no Rio de Janeiro pedem mudança na forma de cobrança da conta de água. Associação alega que tarifa mínima representa quase metade do orçamento mensal.

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Condomínios do Rio lutam contra alta na conta de água

Condomínios do Rio de Janeiro iniciaram uma campanha para alterar a cobrança da conta de água. O valor, que pode chegar a quase metade do orçamento mensal, tem gerado insatisfação entre os moradores.

A Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) lidera o movimento. A entidade contesta a cobrança por consumo mínimo, aplicada em prédios sem hidrômetros individualizados, onde uma única conta é dividida entre todos os condôminos.

Segundo Marcelo Borges, presidente da Abadi, a tarifa mínima atual é inadequada. "A medição tem que ser respeitada ou ser, pelo menos, uma tarifa um pouco mais próxima da realidade desse consumo", afirmou Borges à Agência Brasil. No Rio, a cobrança mínima é de 15 m³ para prédios residenciais e 20 m³ para comerciais. Cerca de 70% dos condomínios fluminenses possuem hidrômetro único, segundo estimativas da Abadi.

A preocupação aumentou após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) validar a cobrança mínima. A Abadi estima que a conta de água subiu de 7% para 45% do orçamento condominal em alguns casos. Em prédios comerciais com dez unidades, o valor mínimo da tarifa de água chega a R$ 9,2 mil, valor consideravelmente maior que em Minas Gerais (R$ 636) e São Paulo (R$ 1,5 mil).

A Abadi atua como Amicus curiae em um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema e lançou uma petição pública online.

Em conjunto com o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Rio (Secovi Rio), a Abadi solicitou à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) a revisão do modelo de cobrança. A Agenersa informou que o pedido está em análise e que a agência considerará ajustes na estrutura tarifária, buscando manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e a qualidade do serviço.

As concessionárias Águas do Rio, Rio+Saneamento e Iguá Rio defenderam a legalidade da cobrança mínima, citando decisões do STJ e a legislação vigente, além de ressaltarem a necessidade do modelo para garantir a qualidade e a continuidade dos investimentos no serviço.

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