Brasília – O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deu um passo decisivo rumo à candidatura ao governo de Minas Gerais. Em um jantar realizado nesta quarta-feira (25) em Brasília, com a cúpula do PSB, o ex-presidente do Senado encaminhou sua filiação à sigla. O encontro reuniu o presidente do PSB, João Campos, o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Tabata Amaral e o ex-presidente do partido Carlos Siqueira para debater os detalhes da pré-candidatura.
A articulação prevê que Pacheco possa formar palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. A negociação já vinha sendo costurada, com o presidente do PT, Edinho Silva, tendo conversado com João Campos nos últimos dias para viabilizar a aliança.
Embora o PT já considere a candidatura um cenário consolidado, o PSB ainda não oficializou o anúncio. Gleide Andrade, secretária de Finanças do PT, expressou otimismo: "Minas respira liberdade e alívio com o anúncio da pré-candidatura de Pacheco. Um estado como o nosso merece um governador à sua altura. Pacheco reúne todos os predicados para nos governar. Com sua candidatura, Minas não faltará ao Brasil, garantindo mais uma vez a vitória ao presidente Lula."
A mudança de legenda é necessária para Pacheco, visto que o PSD filiou o atual governador, Matheus Simões, no final do ano passado com a intenção de lançá-lo candidato.
Nas últimas semanas, Pacheco explorou outras legendas. Conversas com o MDB e o União Brasil não avançaram. Com o MDB, ficou estabelecido que a filiação não seria possível no momento, pois o partido já tem como pré-candidato o ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo. A federação União-PP, por sua vez, deve apoiar a candidatura de Simões, alinhado ao grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo).
MDB e PP mineiros mantêm maior proximidade com a oposição e resistem em apoiar Lula no estado. A principal desvantagem do PSB, em comparação com outras legendas consideradas, é seu tamanho eleitoral, considerado menos expressivo. O fundo partidário da sigla também é menor, necessitando ser dividido entre diversas candidaturas. No entanto, o apoio de partidos maiores da aliança, como o PT, pode ser fundamental para viabilizar a campanha de Pacheco.
Fonte: G1