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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Classe C lidera empreendedorismo no Brasil impulsionada por ascensão social

Estudo revela que a classe C é a que mais empreende no Brasil. Flexibilidade, autonomia e busca por ascensão social impulsionam o desejo de ter o próprio negócio, mas especialistas alertam para a diferença entre empreendedorismo e trabalho por necessidade.

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Classe C lidera empreendedorismo no Brasil impulsionada por ascensão social

A classe C, também conhecida como classe média, representa quase metade dos empreendedores e donos de negócios no Brasil, de acordo com um estudo do Instituto Locomotiva em parceria com o Sebrae. O empreendedorismo deixou de ser apenas uma alternativa de renda emergencial para se tornar um caminho para a ascensão social, impulsionado pela perda de atratividade do emprego formal com carteira assinada (CLT).

Fatores como flexibilidade, autonomia e a expectativa de maiores ganhos motivam a escolha pelo empreendedorismo. Abrir o próprio negócio oferece a possibilidade de melhores condições de vida, fugindo de longas jornadas, deslocamentos desgastantes e ambientes de trabalho tóxicos.

Décio Lima, presidente do Sebrae, destacou que o sonho de ter o próprio negócio impulsiona milhões de brasileiros, que além de buscarem sustento para suas famílias, geram empregos, renda e promovem inclusão social. Ele ressaltou a necessidade de políticas públicas que fomentem o setor, garantindo acesso a crédito, inovação e capacitação para aumentar a produtividade e competitividade.

Euzébio de Sousa, economista da FESPSP, alerta para a diferenciação entre o empreendedorismo genuíno e outras formas de trabalho. Segundo ele, nem toda abertura de empresa ou trabalho autônomo pode ser classificado como empreendedorismo. É preciso distinguir a iniciativa que envolve inovação e ampliação da capacidade produtiva de trabalhos disfarçados de autonomia (pejotização) ou atividades de subsistência por necessidade.

Sousa enfatiza que o empreendedorismo não deve surgir da pobreza ou da falta de alternativas. Quando isso acontece, trata-se de estratégias defensivas de sobrevivência em um cenário de precariedade social e ocupacional, e não de um empreendedorismo inovador capaz de promover o desenvolvimento do país.

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