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domingo, 25 de outubro de 2026

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PSD acusa Castro de tentar burlar eleição direta e Paes se diz pronto para disputa

PSD entra com ofício pedindo consulta ao TSE sobre eleição direta para governador após renúncia de Cláudio Castro. Eduardo Paes se diz pronto para disputar.

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PSD acusa Castro de tentar burlar eleição direta e Paes se diz pronto para disputa

O PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do Rio, enviou um ofício nesta quarta-feira (25) ao governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. A sigla pede que o TJ consulte o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a convocação de uma eleição indireta para o Palácio Guanabara. O PSD alega que a renúncia de Cláudio Castro (PL) na véspera do julgamento que o cassou configura tentativa de fraude para evitar uma eleição direta.

A legenda argumenta que, se a cassação de Castro ocorresse com ele ainda no cargo, seria convocada uma eleição direta. Com a renúncia antecipada, o partido entende que a eleição seria indireta, restrita aos deputados da Assembleia Legislativa.

O presidente estadual do PSD no Rio e deputado federal, Pedro Paulo, afirmou em nota que o cenário atual gera incertezas sobre a sucessão estadual. "Sem essa definição, não há segurança jurídica sobre vacância e modelo de eleições", disse.

Caso o entendimento do PSD prevaleça, o Rio poderá ter duas eleições diretas em 2026: uma para um mandato-tampão até o fim do ano e outra em outubro, para o mandato completo de quatro anos.

O novo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), declarou que Eduardo Paes está disposto a disputar a eleição direta antecipada. "As eleições são decididas pelo voto popular. Meu partido tem um pré-candidato a governador e acredita no voto. Ele será candidato, mesmo para um mandato suplementar", afirmou Cavaliere.

Paes se desincompatibilizou do cargo de prefeito na última sexta-feira para poder concorrer em outubro. Seu principal adversário, até o momento, é o deputado estadual Douglas Ruas (PL). A definição sobre o modelo eleitoral é crucial para o planejamento político do estado.

Cláudio Castro foi declarado inelegível pelo TSE devido a acusações de abuso de poder político e econômico na criação de programas sociais, que teriam sido usados como fachada para a atuação de cabos eleitorais antes da eleição de 2022. Os pagamentos eram feitos à margem da transparência pública.

O Rio de Janeiro está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha se tornou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, foi afastado do cargo por decisão judicial. Com isso, o presidente do TJ, Ricardo Couto, é o primeiro na linha sucessória.

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