As autoridades chinesas proibiram os dois cofundadores da startup de inteligência artificial Manus, Xiao Hong e Ji Yichao, de deixarem o país. A medida ocorre enquanto o governo investiga a venda da empresa para a Meta por US$ 2 bilhões. A decisão sinaliza um controle crescente de Pequim sobre negócios de tecnologia considerados estratégicos.
Hong e Yichao, que residem em Singapura, foram convocados em Pequim por um órgão de planejamento econômico. Questionados sobre possíveis violações de regras de investimento estrangeiro direto, foram informados que não poderiam sair da China. A investigação, iniciada em janeiro, apura se a aquisição pela Meta, anunciada em dezembro, afeta a segurança nacional e viola regulações de tecnologia.
A Manus, fundada em 2022 e com sede em Singapura, teve rápida ascensão global, inspirando outros empreendedores chineses. A empresa busca assistência jurídica, enquanto a possibilidade de desfazimento da transação não é descartada. A Meta não comentou o caso. Afiliadas da Manus na China complicam a situação, com o governo chinês avaliando a conformidade da compra com leis de controle de exportação e investimento no exterior.
O acordo com a Meta representa uma rara aquisição de tecnologia asiática pelos EUA e reforça a aposta bilionária de Mark Zuckerberg em IA, focada em agentes autônomos capazes de executar tarefas complexas.