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domingo, 25 de outubro de 2026

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Caminhoneiros desistem de greve nacional após medidas do governo

Medida Provisória e resoluções da ANTT garantem piso mínimo de frete e evitam paralisação nacional dos caminhoneiros. Governo se compromete a manter diálogo.

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Caminhoneiros desistem de greve nacional após medidas do governo

Brasília – A categoria dos caminhoneiros decidiu, nesta quarta-feira (25), não realizar a paralisação nacional que estava prevista para meados de março. A decisão veio após a publicação da Medida Provisória 1.343/2026 e das Resoluções 6.078/2026 e 6.077/2026, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). As novas regras estabelecem mecanismos para garantir o pagamento do piso mínimo do frete.

As medidas atendem a uma antiga reivindicação da categoria, que chegou a realizar uma greve de dez dias em 2018. A Resolução 6.077 prevê sanções progressivas para empresas que descumprirem a lei do piso mínimo. Já a Resolução 6.078 impede a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) para fretes abaixo do valor estabelecido, tornando o transporte ilegal.

O piso mínimo varia conforme o tipo de carga, caminhão, caminhoneiros desistem de greve nacional após medidas do governo, distância e condições de transporte. O governo se comprometeu a ajustar os valores conforme a variação do preço do diesel. Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, afirmou que o diálogo e o cumprimento das regras garantem a dignidade dos motoristas. "O piso mínimo é vida, é o que garante dignidade e qualidade de vida na estrada", declarou.

Em reunião com o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e com o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, os representantes dos caminhoneiros foram informados sobre o aumento de 20 vezes nas fiscalizações nas estradas. Boulos ressaltou a importância dos caminhoneiros para o abastecimento do país e garantiu que o governo manterá o diálogo e trabalhará para que a Medida Provisória não sofra retrocessos no Congresso.

Fonte: Agência Brasil

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