O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reuniu-se em caráter reservado nesta segunda-feira (23) com o deputado federal Mário Frias (PL). O encontro ocorre em meio a articulações para a formação da chapa de candidatos ao Senado pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro em São Paulo.
Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, é cotado para uma das vagas. A sua possível candidatura conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro. A articulação visa consolidar nomes que garantam a eleição de pelo menos uma das duas cadeiras em disputa, diante da pressão de candidaturas ligadas ao governo Lula.
A viabilidade de nomes como o do deputado estadual Gil Diniz e a preferência de Eduardo Bolsonaro foram discutidas. O vice-prefeito da capital, Ricardo Mello Araújo, a deputada federal Rosana Valle e o pastor Marco Feliciano também surgem como alternativas.
Tarcísio de Freitas já manifestou a Bolsonaro a preocupação com a perda das vagas no Senado para o grupo de Lula. A preferência do governador seria por um nome de centro, capaz de atrair votos de eleitores de esquerda, mas a falta de candidatos competitivos nas pesquisas dificulta a escolha.
O presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), também foi ventilado, mas sua proximidade com a ala de Valdemar Costa Neto o distancia do bolsonarismo. A primeira vaga ao Senado parece encaminhada para o deputado federal Guilherme Derrite (PP).
Do lado adversário, a ministra Simone Tebet (PSB) e os ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) são cotados para disputar as vagas. O partido de Lula pressiona o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a considerar uma candidatura, mas o PSB rejeita a ideia.
Mário Frias participa oficialmente, nesta segunda-feira, de um evento comemorativo aos 58 anos do Fundo Social de São Paulo. Paralelamente, o ex-secretário de Cultura foi intimado a depor ao STF sobre a destinação de verbas a uma empresa ligada à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Em 2024, Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon repassaram R$ 2,6 milhões em emendas.