O senador Sergio Moro se filia ao PL no próximo dia 24 de março, em Brasília. A mudança de partido ocorre após o parlamentar ter sido alvo de pedidos de cassação e inelegibilidade por parte do próprio PL e do PT em 2023. As siglas acusaram Moro de abuso de poder político e econômico durante a pré-campanha presidencial em 2022, quando ainda estava no Podemos.
Segundo a denúncia, Moro teria tido vantagem indevida na campanha ao Senado pelo União Brasil devido à sua alta exposição como pré-candidato à Presidência. O Ministério Público Eleitoral do Paraná chegou a enviar parecer favorável à cassação e decretação de inelegibilidade ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que absolveu o senador. O caso foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde os recursos de PL e PT foram rejeitados.
Apesar da polêmica, Moro se prepara para ingressar no PL, partido de Jair Bolsonaro. A aliança se concretiza após Moro ter rompido com o PSD de Ratinho Júnior e ter passado a ser apoiado por Flávio Bolsonaro. Moro e o PL de Bolsonaro tiveram um rompimento em 2020, quando o senador deixou o Ministério da Justiça. Após apoio a Bolsonaro no segundo turno de 2022, a reaproximação foi gradual.