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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Lula culpa 'ricos' pela alta do diesel e critica guerra no Oriente Médio

Presidente Lula critica guerra no Oriente Médio e diz que alta do diesel é culpa de "ricos" e irresponsabilidade de países membros do Conselho de Segurança da ONU. Governo estuda medidas para conter aumento de preços.

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Lula culpa 'ricos' pela alta do diesel e critica guerra no Oriente Médio

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira a guerra no Oriente Médio e a consequente alta do diesel, classificando o aumento do combustível como uma "desgraça" provocada pelos "ricos". Durante evento em Brasília, Lula direcionou culpas aos países do Conselho de Segurança da ONU pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, argumentando que ações como as do presidente Donald Trump impactam diretamente o preço global dos combustíveis.

"Toda desgraça causada pelos ricos arrebenta na porta das pessoas que não tem nada a ver com isso", declarou Lula. Ele questionou por que brasileiros, a milhares de quilômetros do Irã, deveriam arcar com o aumento do preço do diesel devido à "irresponsabilidade" dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido), que, segundo ele, "decidiram que são donos do mundo".

O presidente também acusou empresas de "tirarem proveito da desgraça", em referência à percepção do governo de que distribuidoras de combustível estariam retendo os benefícios fiscais (isenção de PIS e Cofins) em vez de repassar a redução de preço aos consumidores.

"Os tiros que o Trump deu no Irã, esta fazendo o combustível aumentar no mundo inteiro. Um barril de petróleo saiu de 65 para 120 dólares", disse Lula, ao explicar o aumento. Ele também questionou a alta do álcool e da gasolina no Brasil, apesar da autossuficiência na produção, atribuindo o fato a "gente que gosta de tirar proveito da desgraça".

O governo anunciou recentemente medidas para conter a alta dos combustíveis, incluindo a isenção do PIS e Cofins sobre o diesel e subsídios a produtores e importadores. Adicionalmente, o governo divulgará empresas que desrespeitarem a tabela de frete mínimo e estudará ações judiciais contra distribuidoras por preços abusivos.

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