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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Deputada Fabiana Bolsonaro é acusada de racismo e transfobia na Alesp

Deputada Fabiana Bolsonaro (PL) é acusada de racismo e transfobia após performance de blackface na Alesp. Parlamentares registram boletim de ocorrência e criticam ausência de ação da presidência.

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Deputada Fabiana Bolsonaro é acusada de racismo e transfobia na Alesp

A deputada estadual de São Paulo, Fabiana Bolsonaro (PL), é alvo de acusações de racismo e transfobia após realizar uma performance de blackface durante um discurso na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nesta quarta-feira (18).

A parlamentar pintou o rosto de preto em crítica à eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), mulher trans, como presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. A prática de blackface consiste em simular caricatamente características de pessoas negras, sendo considerada racista.

Em sua fala, Fabiana Bolsonaro declarou: "Eu estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista? Porque eu não sou negra. Eu sou uma mulher. Não adianta se travestir de mulher. Eu não estou aqui ofendendo transexual, muito pelo contrário, eu estou dizendo, eu sou mulher, quero ser vista como mulher. A mulher do ano não pode ser trave (sic) transsexual".

A deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) e a vereadora Luana Alves (PSOL) registraram boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Mônica Seixas classificou o ato como "crime de racismo inafiançável" e criticou a ausência de reação da presidência da Alesp.

"Eu tive muita dificuldade de registrar o flagrante, sendo que a Assembleia Legislativa no seu regimento interno Artigo 282 prevê que a autoridade policial tem que agir quando há crime flagrante no plenário da Assembleia Legislativa", disse Seixas em redes sociais, afirmando que tomará medidas criminais contra a deputada do PL.

A reportagem buscou contato com o presidente da Alesp, André do Prado (PL), e com a deputada Erika Hilton, mas não obteve resposta até o momento.

Fonte: Agência Brasil

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