DAKAR – O governo do Senegal pediu nesta quarta-feira (18) a abertura de uma investigação internacional independente sobre a Confederação Africana de Futebol (CAF). A solicitação surge após a entidade retirar o título da Copa Africana de Nações de 2025 da seleção senegalesa e concedê-lo a Marrocos.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado junto ao Primeiro-Ministro, Marie Rose Khady Fatou FAYE, classificou a decisão da CAF como um ato "injustificado de espoliação" e que "apaga o compromisso, o mérito e a excelência esportiva". O governo senegalês rejeita a interpretação dos regulamentos que levou à punição.
A final da Copa Africana de Nações foi marcada por polêmicas. Após um empate em 0 a 0 no tempo regulamentar, um pênalti marcado para Marrocos nos acréscimos revoltou os jogadores senegaleses, que chegaram a se retirar de campo. Apesar da cobrança perdida por Brahim Díaz, Senegal marcou o gol do título na prorrogação. Contudo, a CAF decidiu reverter o resultado, aplicando o regulamento que prevê derrota por W.O. (3 a 0) em caso de recusa em continuar a partida.
A decisão se baseou nos artigos 82 e 84 do regulamento, que tratam da eliminação da equipe por não respeitar a decisão do árbitro. Marrocos havia recorrido à CAF após o incidente. O governo senegalês afirmou que buscará todas as vias jurídicas cabíveis para reverter a decisão.
Além da questão esportiva, o Senegal também expressou solidariedade aos cidadãos senegaleses detidos em Marrocos após os incidentes na final.