O Newell's Old Boys, clube formador de Lionel Messi, atravessa uma profunda crise esportiva e institucional na Argentina. A equipe amarga a lanterna de seu grupo no Torneio Apertura, com sete derrotas em dez jogos, e a última colocação na tabela anual, que atualmente significaria o rebaixamento.
A situação se agravou após a goleada de 5 a 0 sofrida para o Lanús. Horas depois, o diretor esportivo Roberto Sensini pediu demissão. Torcedores celebraram a saída nas redes sociais, mas a principal exigência, a renúncia do presidente Ignacio Boero, eleito em 2025, não foi atendida.
Boero admitiu o momento delicado e a falha de decisões arriscadas, mas disse acreditar no caminho correto e no elenco. A declaração contrasta com a de janeiro, quando o presidente expressou otimismo sobre o retorno de Messi, um plano hoje distante da realidade.
A má fase tem levado a protestos violentos da torcida. Em março, após uma derrota para o Banfield, torcedores cercaram o ônibus da equipe, exigindo segurança policial. Houve invasão ao centro de treinamento, e relatos indicam que um coquetel molotov foi arremessado contra o carro de um jogador. Uma faixa ameaçadora com os dizeres “vitória ou bala para todos” foi exibida.
Enquanto o Newell's patina, o maior rival, Rosario Central, vive grande fase com Ángel Di María, ídolo argentino que retornou ao clube e já conquistou um título. No confronto direto da temporada, o Rosario venceu por 2 a 0, com Di María abrindo o placar.