A deputada Erika Hilton (Psol-SP) iniciou sua gestão como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados em meio a intensos debates e trocas de acusações com a oposição. A primeira reunião sob seu comando foi marcada pela exclusão de requerimentos da pauta, justificada pela presidência como critério técnico.
Entre os pedidos não incluídos estavam uma moção de repúdio contra falas da própria Hilton e um pedido de apoio ao apresentador Ratinho, que questionou sua eleição e fez declarações consideradas transfóbicas. Hilton acionou o Ministério Público contra Ratinho por possível transfobia e violência política de gênero.
Parlamentares da oposição, como a deputada Chris Tonietto (PL-RJ), criticaram a decisão, alegando cerceamento de prerrogativas e defendendo a pertinência dos temas. Tonietto também relembrou declarações de Hilton após a eleição, nas quais a presidente minimizou críticas de opositores.
Erika Hilton defendeu que a exclusão dos requerimentos se deu por inadequações regimentais, sem análise de mérito. Diante da pressão, comprometeu-se a solicitar uma reavaliação técnica, com possibilidade de inclusão na pauta futura caso atendam às regras.
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) saiu em defesa de Hilton, criticando a obstrução da oposição e o comparecimento tardio de algumas parlamentares. Ela apelou por foco nos trabalhos da comissão, citando a urgência de projetos sobre medidas protetivas para mulheres.
A sessão também viu a deputada Simone Marquetto (MDB-SP) sugerir a suspensão dos trabalhos, o que foi rejeitado por Hilton, que buscou um encerramento pacífico.