A taxa de desemprego na Argentina atingiu 7,5% no final de 2025, o maior índice para um quarto trimestre desde o início da pandemia de Covid-19. O aumento da perda de postos de trabalho ocorreu antes da aprovação da reforma trabalhista pelo governo de Javier Milei em fevereiro. O setor privado formal registrou a queda mais acentuada, com mais de 200 mil vagas eliminadas desde o início do mandato de Milei, representando cerca de 3% do total. O trabalho informal, sem carteira assinada, manteve-se estável em aproximadamente 43% da população ocupada. Apesar dos cortes de milhares de vagas no setor público, o desemprego não apresentou alta consistente, impulsionado pelo crescimento de autônomos e informais. A reforma trabalhista, aprovada em fevereiro, flexibiliza as regras de contratação e demissão. No entanto, economistas alertam que a medida pode não gerar empregos rapidamente devido à desaceleração econômica, ao baixo consumo e às dificuldades de setores que empregam muita mão de obra em competir com a abertura econômica promovida pelo governo. Argentina
ECONOMIA
Desemprego na Argentina sobe para 7,5% no fim de 2025
Taxa de desemprego na Argentina chega a 7,5%, o maior nível para o período desde a pandemia. Reforma trabalhista de Milei aprovada, mas impacto no emprego é incerto.