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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

CPI do Crime investiga beneficiários finais do Banco Master

CPI do Crime Organizado do Senado busca identificar beneficiários finais de fundos ligados ao Banco Master. Rejeitados pedidos contra Paulo Guedes e Valdemar da Costa Neto.

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CPI do Crime investiga beneficiários finais do Banco Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira (18) requerimentos para aprofundar as investigações sobre o esquema de fraudes do Banco Master. O objetivo é identificar os beneficiários finais dos fundos ligados à instituição e à Reag Investimentos.

Por outro lado, a comissão rejeitou pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, apontado por parlamentares governistas como possível facilitador da fraude. A maioria da CPI também negou a convocação do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, como testemunha.

A CPI aprovou a convocação da ex-noiva de Daniel Vorcaro, a empresária Martha Graeff, e de dirigentes e sócios da Prime Aviation, empresa ligada a Vorcaro. A senadora Soraya Thronicke (Podemos/MG) afirmou que a empresa seria peça central na lavagem de dinheiro e no transporte de aliados políticos.

A comissão também aprovou a convocação do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques. A CPI deixará de ouvir o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, após decisão do STF tornar seu comparecimento opcional.

O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou requerimento para identificar os beneficiários finais dos fundos. Ele explicou que o desafio é rastrear o fluxo de lavagem de dinheiro através de múltiplas camadas de fundos para ocultar o destino e o proprietário do dinheiro.

A oposição criticou a rejeição dos pedidos contra integrantes do governo Bolsonaro, argumentando que os requerimentos teriam motivação político-eleitoral. Senadores da base governista defenderam que o esquema do Banco Master cresceu durante a gestão anterior, que deveria ter protegido o mercado financeiro.

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