O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a oferta de novos empréstimos consignados do C6 Consig para aposentados e pensionistas. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, ocorre após a identificação de indícios de cobrança de taxas indevidas de serviços em pelo menos 320 mil contratos.
O C6 Consig, administrado pela holding N7, descumpriu cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica ao inserir custos adicionais, como pacotes de serviços e seguros, nas parcelas. O INSS considera a conduta de "elevada gravidade", pois reduziu o valor líquido recebido pelos beneficiários.
A proibição vigorará até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos com correção. O INSS reforça que a inclusão de custos extras é proibida para preservar a renda dos beneficiários.
O instituto tentou solucionar as irregularidades com o C6 Consig em oito reuniões entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, sem sucesso.
Em nota, o C6 Consig afirmou discordar da interpretação do INSS, negar irregularidades e anunciar que recorrerá da decisão judicialmente. O banco garante que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de outros produtos.