O empresário Pablo Marçal, recém-filiado ao União Brasil, mira uma candidatura a deputado federal por São Paulo. Para viabilizar o projeto, Marçal precisa reverter três processos na Justiça Eleitoral que o tornam inelegível até 2032. As ações foram movidas após sua candidatura à prefeitura de São Paulo em 2024.
Um dos processos, julgado procedente em primeira instância e que tramita em segundo grau, diz respeito ao "concurso de cortes", onde colaboradores eram incentivados a produzir vídeos para a campanha com promessa de remuneração. A acusação envolve uso indevido dos meios de comunicação e multa de R$ 420 mil. A defesa de Marçal acredita na reversão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido à votação apertada de 4 a 3 no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Outra ação, movida pelo PSB e Guilherme Boulos, que apurou a venda de apoio a candidatos a vereador em troca de doação via Pix, foi revertida em segunda instância. Apesar de julgada improcedente, o Ministério Público recorrerá ao TSE. A acusação original envolvia abuso de poder econômico e político, além de captação ilícita de recursos. Marçal busca reverter condenações para ser candidato a deputado federal.
Um terceiro processo em primeira instância condenou Marçal por uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos, após investigar sorteios de dinheiro e bonés no Instagram, e recebimento de dinheiro indevido. A condenação definitiva, que o tornaria inelegível pela segunda vez, depende de julgamento por colegiado até o registro de candidaturas, em agosto. A defesa aposta na celeridade da Justiça Eleitoral para reverter a situação.
Nos bastidores, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, é apontado como articulador das ações de Marçal nos tribunais superiores. Paralelamente, Marçal fechou acordo em outra ação que o acusava de divulgar laudo falso contra Guilherme Boulos, suspendendo o processo mediante restrições. Ele foi condenado a pagar R$ 100 mil a Boulos em um processo cível referente ao mesmo caso.