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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Fátima Bezerra desiste de renunciar ao governo do RN e alfineta vice

Governadora do RN, Fátima Bezerra (PT), anuncia que não renunciará ao cargo para disputar o Senado e critica vice-governador Walterner Alves (MDB).

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Fátima Bezerra desiste de renunciar ao governo do RN e alfineta vice

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta terça-feira (17) que não renunciará ao governo do estado. Ela permanecerá no cargo até o final do mandato, em dezembro, contrariando planos anteriores que visavam uma candidatura ao Senado.

A decisão foi comunicada por Bezerra em uma "Carta ao povo potiguar" divulgada nas redes sociais. Na nota, a governadora criticou o vice-governador, Walterner Alves (MDB), que, segundo ela, rompeu um compromisso firmado em 2022. "Para viabilizar a candidatura ao Senado, era necessário que o vice assumisse o governo, mas ele rompeu o compromisso firmado em 2022, atendendo a interesses de uma velha elite que nunca aceitou um RN governado pelo povo", afirmou a governadora.

Fátima Bezerra declarou que "não há cargo no Senado que valha a minha coerência" e acusou um "movimento articulado para tirar o PT do Senado", mas disse que "não vão conseguir". Ela reafirmou o apoio à pré-candidatura de Cadu Xavier, secretário da Fazenda, como seu sucessor.

O rompimento entre Fátima e Walterner Alves foi anunciado pelo vice em janeiro, quando o MDB decidiu apoiar uma chapa de oposição a Cadu Xavier, composta pela Federação União Progressista e PSD. Alves também indicou que buscaria ser deputado estadual, mas apoiaria a reeleição do presidente Lula.

O reposicionamento de Alves surpreendeu Fátima, que planejava renunciar até abril para se desincompatibilizar do cargo e disputar o Senado. A vacância do governo estadual levaria a uma eleição indireta para um mandato-tampão até a posse do novo governador, eleito em outubro. O PT considerou lançar um candidato para essa eleição, mas esbarrou na força da oposição na Assembleia Legislativa.

Atualmente, PT e PV (aliados do governo) somam seis cadeiras, o mesmo número do PL. Há expectativa de que a bancada bolsonarista cresça após a janela partidária. União Brasil e PP têm três cadeiras, e o PSDB ocupa seis. A preocupação do governo com a possibilidade de a oposição vencer a eleição indireta foi descartada com a permanência de Fátima Bezerra no cargo.

Fonte: O Globo

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