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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Atraso recorde na indicação de Messias ao STF gera atritos políticos

Atraso de mais de três meses na envio da indicação de Jorge Messias ao STF gera atritos entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado. O caso já se tornou o mais demorado na série recente de indicações à Corte.

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Atraso recorde na indicação de Messias ao STF gera atritos políticos

A formalização da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumula um atraso recorde, superando todos os indicados recentes. Mais de três meses após o anúncio público em 20 de novembro de 2025, o Palácio do Planalto ainda não enviou a mensagem presidencial ao Senado, passo essencial para o início da sabatina e votação. O intervalo atual de 115 dias contrasta com os prazos anteriores, que variaram de zero a 21 dias.

O atraso ocorre em um cenário de distanciamento político entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por conduzir o processo. Lula indicou Messias para a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A formalização depende do envio da mensagem para tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

No mandato atual, o presidente levou 11 dias para enviar a indicação de Cristiano Zanin e apenas um dia para Flávio Dino. O recorde anterior pertencia a André Mendonça, com 21 dias de espera após a oficialização de sua escolha pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto a formalização não ocorre, senadores relatam menor frequência de Messias nos corredores do Congresso. Em dezembro, o AGU buscou apoio parlamentar, mas a presença diminuiu após o recesso legislativo. Aliados de Alcolumbre apontam o atraso como um constrangimento, que ampliou o distanciamento entre o senador e o presidente Lula. O governo, na época, teria avaliado que ainda não possuía votos suficientes para a aprovação.

A oposição no Congresso defende que a análise da indicação seja adiada para após as eleições de outubro. A aprovação no Senado exige ao menos 41 votos em votação secreta. A indicação se tornou pauta em conversas entre Planalto e a cúpula do Senado, com expectativa de reunião entre Lula e Alcolumbre para reorganizar o diálogo.

Nos bastidores, Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a preferência por Messias intensificou o desgaste com o governo. O contato direto entre Lula e Alcolumbre tornou-se mais esporádico.

Aliados de Messias preveem o envio da mensagem presidencial "nos próximos dias", com a expectativa de retomada das visitas ao Senado após a formalização. O AGU já conversou com 75 dos 81 senadores, embora alguns, como Mara Gabrilli (PSD-SP), prefiram aguardar a formalização do processo. Messias tem mantido contatos informais com parlamentares fora do Congresso.

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