A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão ocorreu após a defesa do empresário solicitar ao ministro André Mendonça que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o caso antes do julgamento.
Os advogados de Vorcaro argumentaram que a prisão carece de contemporaneidade, ou seja, que não há fatos novos que justifiquem a medida. Segundo a defesa, as mensagens e transferências financeiras citadas no inquérito são anteriores à primeira prisão na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.
Em seu voto, Mendonça não citou o pedido da defesa, mas defendeu a investigação, ressaltando que o inquérito ainda está em andamento e possui provas robustas.
A defesa também criticou a atuação das autoridades, alegando um "massacre físico e psicológico do Estado contra um cidadão" e a divulgação de informações sem comprovação, com o objetivo de desgastar a imagem de Vorcaro e de ministros do STF.
Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.