A companhia aérea australiana Qantas Airways concordou em pagar 105 milhões de dólares australianos (aproximadamente R$ 388 milhões) para encerrar um processo judicial referente a cancelamentos de voos durante a pandemia de Covid-19. O acordo visa compensar passageiros que tiveram voos cancelados entre 2020 e 2022 e não receberam reembolso em dinheiro, sendo agraciados com créditos de viagem.
A ação coletiva, movida pelo escritório de advocacia Echo Law, alegou que a Qantas violou contratos ao oferecer créditos em vez de dinheiro e praticou conduta enganosa ao omitir os direitos dos passageiros. Segundo os advogados, a empresa obteve benefício financeiro indevido ao reter os valores por anos.
A Qantas anunciou o acordo sem admitir responsabilidade formal. O pagamento e os detalhes sobre o reembolso aos clientes ainda dependem da aprovação judicial. O valor acordado quase dobrou a previsão inicial da companhia, que esperava gastar cerca de 55 milhões de dólares australianos.
Em 2023, a Qantas removeu a data de validade dos créditos de viagem, permitindo que os clientes solicitem reembolso em dinheiro. A companhia enfrenta um processo semelhante movido pela Echo Law contra a subsidiária Jetstar, por práticas idênticas.
Em 2025, a Qantas já havia sido multada em 90 milhões de dólares australianos por demitir ilegalmente mais de 1.800 funcionários durante a pandemia, reconhecendo na ocasião a responsabilidade por danos aos trabalhadores.
Fonte: O Globo